Dia Aberto from Rosa Duarte
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terça-feira, 7 de junho de 2016
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Natal na Pintura e na Poesia Portuguesa
Algumas obras de pintores portugueses sobre a temática do NATAL:
Natal
Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.
Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.
Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.
Natal, e não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada. David Mourão-Ferreira
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| Anunciação. Bento Coelho (c. 1655) |
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| Visitação. Maria Aurélia Martins de Sousa (Séc. XIX-XX) |
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| Natividade, de Paula Rego |
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| Adoração dos Pastores. Gregório Lopes (Séc. XVI, 2.º quartel) |
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| Adoração dos Pastores. Bento Coelho da Silveira (Séc. XVII, 2.ª metade) |
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| Adoração dos Reis. Vasco Fernandes, Francisco Henriques (1501-1506) |
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada. David Mourão-Ferreira
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Eugénio de Andrade
Achámos muito interessante ver, mais uma vez, um dos nossos grandes nomes da poesia, neste caso Eugénio de Andrade, no blogue http://misiglo.wordpress.com/, espanhol.
Tão bom! “Puede oirse aún su
batir contra el pecho.
Hace tantos, tantos años expuesto
a la violencia de la luz de medio
día. Casi amargo, casi
dulce. Sólo la pasión lo sustrae
de la muerte, le impide ser
olla agujereada
donde el viento silba.
O peor: algo viscoso, blando,
inerme. Corazón.
materia noble”.
Eugénio de Andrade.-“Materia noble“
(Imagen.-Andrea Deszö.-”Corazón bordado”.-bordado hechos a mano por el artista.-hilo de algodón sobre lienzo de algodón blanco.-2004.-NYC-semioscuros com)
terça-feira, 24 de abril de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Entrega dos Prémios do Concurso "FAÇA LÁ UM POEMA"
Hoje, é dia da poesia....
para assinalar o dia iremos entregar os prémios do concurso "Faça lá um poema", logo de manhã estava tudo preparado .... à espera de todos os participantes.
Um saco bem recheado para os vencedores
um certificado para todos os participantes
um livro e um marcador para todos os que participaram e não ficaram nos três primeiros lugarespara assinalar o dia iremos entregar os prémios do concurso "Faça lá um poema", logo de manhã estava tudo preparado .... à espera de todos os participantes.
Um saco bem recheado para os vencedores
um certificado para todos os participantes
Chegou a hora ... primeiro foi a Raquel, do 7º A
depois, foi o João Pinto, do 11º D
O Rafael não esteve presente....
e o Bernardo Almeida, do 11º G, foi o vencedor....
Parabéns aos vencedores.
... mas alguns dos outros participantes estiveram presentes e declamaram os seus poemas....
A Ana Celina, do 11º D
O Bernardo Balugas, do 11º D
O João Pedro Soares, do 11º D leu o seu poema e explicou que se inspirou no dia de S. Valentim....
Tivemos muita pena que alguns dos participantes não estivessem presentes na nossa simbólica homenagem à poesia e aos nossos alunos, jovens poetas....
Parabéns a todos pela iniciativa, pela participação, pela criatividade, pela emoção....
terça-feira, 20 de março de 2012
Está a chegar a Primavera!
Vamos esperá-la com um olhar sorrridente e um coração aberto à luz e ao sonho!
Sê bem-vinda, Primavera! (fotos tiradas hoje, na nossa escola/pátios)
Surdo murmúrio do rio,
a deslizar, pausado, na planura.
Mensageiro moroso
dum recado comprido,
di-lo sem pressa ao alarmado ouvido
dos salgueirais:
a neve derreteu
nos píncaros da serra;
o gado berra
dentro dos currais,
a lembrar aos zagais
o fim do cativeiro;
anda no ar um perfumado cheiro
a terra revolvida;
o vento emudeceu;
o sol desceu;
a primavera vai chegar, florida.
Miguel Torga
segunda-feira, 19 de março de 2012
Palestra "Vida e obra de Sebastião da Gama"
No dia 16 de março, às 10:10h, recebemos o Dr. João Reis Ribeiro, presidente da Associação Sebastião da Gama, para nos falar da vida e obra de Sebastião da Gama.
Na Biblioteca Escolar estiveram os alunos do 9º E e 9º D, as professoras Fátima Patranito, Paula Barros, Júlia Martins e Nazaré Oliveira.

... acompanhados pelos instrumentos musicais dos colegas do ensino articulado.



Na Biblioteca Escolar estiveram os alunos do 9º E e 9º D, as professoras Fátima Patranito, Paula Barros, Júlia Martins e Nazaré Oliveira.
O Dr João Reis Ribeiro apresentou um powerpoint com muitas informações e curiosidades sobre o poeta, mas também com poemas que os alunos leram com muita emoção. No final, alguns deles declamaram poemas de Sebastião da Gama...
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama, Pelo sonho é que vamos, Lisboa, Ed. Ática, 1992
Para saber mais:
Muito obrigada, Dr João Ribeiro!
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