Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poesia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal na Pintura e na Poesia Portuguesa

Algumas obras de pintores portugueses sobre a temática do NATAL:




Anunciação. Bento Coelho (c. 1655) 
Visitação. Maria Aurélia Martins de Sousa (Séc. XIX-XX)

Natividade, de Paula Rego


Adoração dos Pastores. Gregório Lopes (Séc. XVI, 2.º quartel)

Adoração dos Pastores. Bento Coelho da Silveira (Séc. XVII, 2.ª metade) 
Adoração dos Reis. Vasco Fernandes, Francisco Henriques (1501-1506)




 
Natal

Se considero o triste abatimento
Em que me faz jazer minha desgraça,
A desesperação me despedaça,
No mesmo instante, o frágil sofrimento.


Mas súbito me diz o pensamento,
Para aplacar-me a dor que me traspassa,
Que Este que trouxe ao mundo a Lei da Graça,
Teve num vil presepe o nascimento.


Vejo na palha o Redentor chorando,
Ao lado a Mãe, prostrados os pastores,
A milagrosa estrela os reis guiando.


Vejo-O morrer depois, ó pecadores,
Por nós, e fecho os olhos, adorando
Os castigos do Céu como favores.


Manuel Maria Barbosa du Bocage

 


 
Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David Mourão-Ferreira
 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eugénio de Andrade


 
Achámos muito interessante ver, mais uma vez, um dos nossos grandes nomes da poesia, neste caso Eugénio de Andrade, no blogue http://misiglo.wordpress.com/, espanhol.
Tão bom!

 

“Puede oirse aún su

batir contra el pecho.

Hace tantos, tantos años expuesto

a la violencia de la luz de medio

día. Casi amargo, casi

dulce. Sólo la pasión lo sustrae

de la muerte, le impide ser

olla agujereada

donde el viento silba.

O peor: algo viscoso, blando,

inerme. Corazón.

materia noble”.

 

Eugénio de Andrade.-“Materia noble

(Imagen.-Andrea Deszö.-”Corazón bordado”.-bordado hechos a mano por el artista.-hilo de algodón sobre lienzo de algodón blanco.-2004.-NYC-semioscuros com)

terça-feira, 24 de abril de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

Entrega dos Prémios do Concurso "FAÇA LÁ UM POEMA"

Hoje, é dia da poesia....

para assinalar o dia iremos entregar os prémios do concurso "Faça lá um poema", logo de manhã estava tudo preparado .... à espera de todos os participantes.




Um saco bem recheado para os vencedores


um certificado para todos os participantes

 
um livro e um marcador para todos os que participaram e não ficaram nos três primeiros lugares

 Chegou a hora ... primeiro foi a Raquel, do 7º A

depois,  foi o João Pinto, do 11º D

O Rafael não  esteve presente.... 

e o Bernardo Almeida, do 11º G, foi o vencedor....



Parabéns aos vencedores.

... mas  alguns dos outros participantes estiveram presentes e declamaram os seus poemas....
A Ana Celina, do 11º D


O Bernardo Balugas, do 11º D
O João Pedro Soares, do 11º D  leu o seu poema e explicou que se inspirou no dia de S. Valentim....

Tivemos muita pena que  alguns dos participantes  não estivessem presentes na nossa simbólica homenagem à poesia e aos nossos alunos, jovens poetas....

Parabéns a todos pela iniciativa, pela participação, pela criatividade, pela emoção....

terça-feira, 20 de março de 2012

Está a chegar a Primavera!

Vamos esperá-la com um olhar sorrridente e um coração aberto à luz e ao sonho!





Sê bem-vinda, Primavera!  (fotos tiradas hoje, na nossa escola/pátios)


Surdo murmúrio do rio,

a deslizar, pausado, na planura.

Mensageiro moroso

dum recado comprido,

di-lo sem pressa ao alarmado ouvido

dos salgueirais:

a neve derreteu

nos píncaros da serra;

o gado berra

dentro dos currais,

a lembrar aos zagais

o fim do cativeiro;

anda no ar um perfumado cheiro

a terra revolvida;

o vento emudeceu;

o sol desceu;

a primavera vai chegar, florida.



Miguel Torga

segunda-feira, 19 de março de 2012

Palestra "Vida e obra de Sebastião da Gama"

No dia 16 de março,  às  10:10h,  recebemos o Dr. João Reis Ribeiro, presidente da Associação Sebastião da Gama, para nos falar da vida e obra de Sebastião da Gama.


Na Biblioteca Escolar estiveram os alunos do 9º E e 9º D, as professoras Fátima Patranito, Paula Barros, Júlia Martins e Nazaré Oliveira.




O Dr João Reis Ribeiro apresentou um powerpoint com muitas informações e curiosidades sobre o poeta, mas também com poemas que os alunos leram com muita emoção. No final, alguns deles  declamaram poemas de Sebastião da Gama...

... acompanhados pelos instrumentos musicais dos colegas do ensino articulado.

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama, Pelo sonho é que vamos, Lisboa, Ed. Ática, 1992








  Para saber mais:


Muito obrigada, Dr João Ribeiro!