Sentimento que permanece
É difícil admitir,
Que dia após dia,
Te continuo a sentir,
Quero apagar-te,
Mas não dá,
Quero em ti não mais pensar,
Mas estás sempre cá e lá…
Porque será?
Muitas perguntas tenho para te fazer,
Mas por palavras,
Não sei bem o que dizer,
Foste sempre a pessoa,
Que me conseguiu entender,
Oxalá pudesse eu saber expressar,
Aquilo que para mim continuas a ser,
Quando olho para ti,
Não é só beleza que vejo,
Mas sim,
A miúda que desejo,
Aquela que me aquece,
E que dia e noite
Perto de mim sempre apetece,
Por isso permanece
Deixa -me sentir o teu calor,
Levemente,
Chamar-te “meu amor”,
Mesmo que não correspondas,
Deixa-me sentir este calor
Com um beijo na face
E muito, mesmo muito AMOR!
Carlos Semedo
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Ode Triunfal, à maneira de Álvaro de Campos
Ó cidades poluídas, governo corrupto, mentalidade capitalista e individualista
Pudera eu mudar o Mundo e veriam como o transformaria.
Findavam as injustiças, as listas de espera e a podridão social que por aí se alastra
Dá náuseas este país assim parado e sem nada evoluir
Lá fora, tudo se cria, tudo nasce, tudo acontece
Aqui, pelo contrário, tudo se perde, tudo morre, nada se renova.
Há que abrir as portas, bem abertas, ao desenvolvimento, à evolução, à transfiguração, que é disso que este país precisa!
E no fundo, é o que todos nós ansiamos e procuramos
Ser inovadores, descobridores, criadores e revolucionários…
Escavar um buraco e lá enterrar todos os males desta sociedade.
É na saúde, é na educação, é na cultura e na política
A crise alastrou aos mais diversos domínios
E os que com ela sofrem? Ah, esses são sempre os mesmos!
O povo, os pequenos, que sem nenhuma culpa, arrecada as consequências mais dolorosas, das acções desta minoria corrupta e deteriorada, corrompida e estragada
A que chamam de Governo!
Que a esses, que ricos nascem e ricos permanecem, a crise não afecta
Nem nunca vai incomodar, porque a escassez e a carência de estruturas, de capital, de mecanismos, de instituições, de empregos e serviços…
Fica reservada para aqueles que lhe têm direito.
É justo? Há justiça? Igualdade? Só para uma minoria. A minoria que por ela pode pagar.
O que fizeram à beleza e eficácia do Direito, da Justiça e da Segurança?
À paz social, à harmonia, à igualdade e à honestidade?
Andam por aí perdidas, camufladas, esquecidas…
E é isto, é por isto que temos que lutar, que revolucionar e com muita força desejar
Uma sociedade verdadeiramente democrática, onde todos possamos viver e desfrutar do que este maravilhoso Mundo nos oferece e propicia.
Eu acredito. Adormeço a acreditar e de igual maneira todas as manhãs acordo
Mas ai, tristeza frustrante que por vezes esmaga estes meus desejos e vontades…
Pudera eu ser uma máquina perfeita, com um motor refulgente
A mais alta tecnologia para pôr este país a funcionar!
Ana
Ó cidades poluídas, governo corrupto, mentalidade capitalista e individualista
Pudera eu mudar o Mundo e veriam como o transformaria.
Findavam as injustiças, as listas de espera e a podridão social que por aí se alastra
Dá náuseas este país assim parado e sem nada evoluir
Lá fora, tudo se cria, tudo nasce, tudo acontece
Aqui, pelo contrário, tudo se perde, tudo morre, nada se renova.
Há que abrir as portas, bem abertas, ao desenvolvimento, à evolução, à transfiguração, que é disso que este país precisa!
E no fundo, é o que todos nós ansiamos e procuramos
Ser inovadores, descobridores, criadores e revolucionários…
Escavar um buraco e lá enterrar todos os males desta sociedade.
É na saúde, é na educação, é na cultura e na política
A crise alastrou aos mais diversos domínios
E os que com ela sofrem? Ah, esses são sempre os mesmos!
O povo, os pequenos, que sem nenhuma culpa, arrecada as consequências mais dolorosas, das acções desta minoria corrupta e deteriorada, corrompida e estragada
A que chamam de Governo!
Que a esses, que ricos nascem e ricos permanecem, a crise não afecta
Nem nunca vai incomodar, porque a escassez e a carência de estruturas, de capital, de mecanismos, de instituições, de empregos e serviços…
Fica reservada para aqueles que lhe têm direito.
É justo? Há justiça? Igualdade? Só para uma minoria. A minoria que por ela pode pagar.
O que fizeram à beleza e eficácia do Direito, da Justiça e da Segurança?
À paz social, à harmonia, à igualdade e à honestidade?
Andam por aí perdidas, camufladas, esquecidas…
E é isto, é por isto que temos que lutar, que revolucionar e com muita força desejar
Uma sociedade verdadeiramente democrática, onde todos possamos viver e desfrutar do que este maravilhoso Mundo nos oferece e propicia.
Eu acredito. Adormeço a acreditar e de igual maneira todas as manhãs acordo
Mas ai, tristeza frustrante que por vezes esmaga estes meus desejos e vontades…
Pudera eu ser uma máquina perfeita, com um motor refulgente
A mais alta tecnologia para pôr este país a funcionar!
Ana
DEDICATÓRIA
Lembro-me de ti
Olhos que não escondem percursos de vida
Cabelos brancos, rugas sábias,
Mãos calejadas,
Pele sulcada pelo Sol
Lembro-me de ti
Orgulho-me de ti
Penso em ti…
Todos te conheciam,
Todos te estimavam,
Tinha-los todos no teu coração
Mas eu era a privilegiada
Lembro-me de ti
Sentada no teu cadeirão
Pacata e serena
Bela e frágil
A contar-me histórias de outros tempos,
De outros lugares
Agora só quero que saibas
Que me ensinaste bem
Que me amaste bem, que me protegeste bem
E por tudo o que ainda nos une
Deixo-te estes versos que a minha alma contém
Natália Freitas
Lembro-me de ti
Olhos que não escondem percursos de vida
Cabelos brancos, rugas sábias,
Mãos calejadas,
Pele sulcada pelo Sol
Lembro-me de ti
Orgulho-me de ti
Penso em ti…
Todos te conheciam,
Todos te estimavam,
Tinha-los todos no teu coração
Mas eu era a privilegiada
Lembro-me de ti
Sentada no teu cadeirão
Pacata e serena
Bela e frágil
A contar-me histórias de outros tempos,
De outros lugares
Agora só quero que saibas
Que me ensinaste bem
Que me amaste bem, que me protegeste bem
E por tudo o que ainda nos une
Deixo-te estes versos que a minha alma contém
Natália Freitas
Deste lado, nado numa leveza que construí
Que agora não consigo destruir
E deixo o que pesa nela entrar!
Seja o que for que entrar terá que ser leve,
Tornar mais leve esta aura que me envolve e que para além de tudo me faz percorrer o que gosto e desgosto, sem me cansar!
Deste lado vivo tranquilo
Por vezes pesado dos pensamentos que não me trazem felicidade
E que vão destruindo o que jamais poderá ser esquecido
Alguém propõe ouvir-me para ficar forte
Para não me deixar caído na lama como alguém fez
Eu vou deixar, deixo sim essa própria gente cair nela sozinha
E o que mais me vai aprazer é que todos os salpicos que vão saltar após a queda não me vão sujar!
Sinto-me puro, por ter entregado tudo de uma maneira maravilhosa e impecável
Sem prejudicar ninguém, e sempre me prejudicando a mim
Entreguei o que de melhor tenho, a família de quem ela, tu, um dia fez parte no meu pensamento!
Hoje penso, que viu, olhou, tirou todas as qualidades e defeitos do meu interior que vive cá fora
E hoje permanece calada sem uma palavra soar
Neste momento sei que vivi tanto, e tu viveste tão pouco!
O triste foi que tiraste uma fotografia a tudo o que era nosso
Meu e teu, emolduraste, boa! Muito bem.
Mas não a colocaste na parede do teu quarto para que toda a gente visse!
André
Amei uma pedra
Quando era pequenino
A caminho da escola,
Encontrei uma pedra
E meti-a na sacola.
Quando cheguei a casa,
Mostrei-a a toda a gente,
Todos se riram,
Mas olhavam-me de contente.
Dei um nome à pedra
Fiz dela minha amiga,
Pensava que era para sempre
Uma pedra para toda a vida.
Comecei analisando
Era preta, mais para escura
De formato redondo,
Mas era muito dura.
Sempre me acompanhou
Para todo o lugar.
Esta relação,
Era feita para durar.
Não via defeitos nela,
Só qualidades de primeira.
Eu considerava-a
Uma amiga verdadeira
Confiava na sua escuridão,
Nos seus simples gestos,
Não via a sua podridão
Nem nada do resto.
Desgastada com o tempo,
Foi-se separando aos poucos.
Só a tinha em pensamento
Perdia-a, neste mundo de loucos.
Magoou-me tanto a sua perda
Que nunca mais a quis ter.
E quando olho para a pedra
Tapo os olhos para não a ver
Piso-a, porque sim.
Pontapeio-a para a afastar,
Não a quero mais perto de mim,
Basta de me fazer chorar
Pelas pedras da calçada,
Eu vou seguindo contente.
Não me sinto incomodado,
E não tenho problemas com a mente.
No meio de muitos outros,
Eu sei que vou ser feliz.
Deixando amar quem eu amo,
Ajudando quem me quis.
Num mundo imaginário,
De pedras e fantochada.
Eu grito desalmadamente
Aquele muito Obrigada.
Uma pedra sem sentido,
Sem nenhuma direcção,
Uma vez amei uma pedra,
Que era o teu coração….
Sózinho à beira-mar
Sózinho mas de cabeça erguida
Com esperança no peito
Até que a essência da vida
Me surpreenda com alguém de jeito
Com a maturidade de me ouvir
A sensibilidade de sentir e se exprimir
Com empatia e compreensão
No momento do erro, e na hora do perdão
Amizade como base de uma relação
Em complemento do teu sentimento a minha fidelidade
O teu compromisso como símbolo de partilha da mesma realidade
Como ser imperfeito consciente que sou,
Preciso de ti como a lua precisa do sol para brilhar
Ser humano que melhorou e se transformou
Quando demonstrou a habilidade de te amar
Embora na hora do teu calor, sou frágil à necessidade do teu amor
Sou o Homem sensível ao ponto de demonstrar-te o teu devido valor
Quando a saudade aperta, és capaz de deixar um homem a chorar
Implorando pela tua presença, quando a noite apresenta o luar
Uma oportunidade de descobrires a minha essência olhando no meu olhar
Espelho da minha alma como um reflexo no mar,
Tão simples, tão sereno, tão profundo
Como minha vontade de te ter e nunca mais te deixar
Perfeito no momento que percebes que comigo,
A tua felicidade encontrou o seu lugar
Minha cara-metade aprecia junto de mim a noite desvanecer e o sol acordar
My Dream Girl,
Quero-te contemplar
Expressar a profundidade do meu espírito na tua companhia
Só fico à espera de marcares o dia.
Iuri Mata
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