segunda-feira, 24 de abril de 2006

25 de Abril















Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo



O Nome das Coisas de Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 23 de abril de 2006

Livros para a vida-23 de Abril


Há livros que nunca esquecemos, que perduram na memória como referências para toda a vida. Ler um bom livro é um acto singular, que nos desperta um sem número de sensações, nos aviva sentimentos e que muitas vezes nos faz identificar com o autor, partilhando com ele as mais variadas emoções.




PAULO FEYTOR PINTO
(Presidente da Associação de Professores de Português)




Enciclopédia Focus
Os quatro volumes que constituem a Enciclopédia Focus, editada pela Livraria Sá da Costa entre 1964 e 1968, foram livros que me acompanharam durante toda a minha infância. A eles recorria para esclarecer dúvidas pontuais do quotidiano familiar e/ou escolar, mas também, por vezes, dedicava algumas horas a ler umas quantas páginas seguidas (quase como quem lê a lista telefónica).

O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos
Este clássico da literatura infanto-juvenil brasileira foi o primeiro romance que li na íntegra. Na verdade, não fui eu que o li, mas sim a minha mãe, em voz alta, para todos os cinco filhos sentados, deitados, encostados à sua volta, na cama. Todos chorámos "baba e ranho" ao ouvir a histórias do Zezé e do seu Manuel Valadares, o portuga taxista.

Cada Homem é uma Raça, de Mia Couto
Este livro de contos constituiu para mim um reencontro com Moçambique e a descoberta de uma nova língua portuguesa, livre, plástica, inovadora, só possível num escritor que conheça bem as regras da língua-padrão e que, ao mesmo tempo, se consiga delas distanciar. Este livro tornou-se numa entrada no mundo das outras literaturas lusófonas e do realismo fantástico.

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Dia do Livro


A acção deste livro decorre em 1506, durante o reinado de Dom Manuel, monarca tristemente célebre pela sua acção de expulsão e baptismo forçado dos judeus portugueses. Esta é a saga de uma família e de um crime inexplicável num ambiente magnificamente recriado por Richard Zimler.
Sugestão de Telma Pereira-8ºE

quinta-feira, 30 de março de 2006

ALMEIDA GARRETT


O Sonho representou "Falar a Verdade a Mentir"

Foi um sucesso!

A representação teatral a cargo da Companhia "O Sonho" deslumbrou-nos com o seu entusiasmo e arte.

Agradecemos a todos os Professores que nos acompanharam e elogiamos o comportamento exemplar e cívico dos alunos das nove turmas, do 8º Ano.
É sempre um prazer estar convosco!

Sinopse:
Duarte é um jovem peralvilho, mentiroso compulsivo, apaixonado de Amália e esta dele.
Amália é filha do Sr. Brás Ferreira, comerciante do Porto.
José Félix, ladino e imaginativo, é criado do General Lemos;
Joaquina, esperta e ladina, é criada de Amália.
Se o Sr. Brás Ferreira apanhar Duarte numa mentira, lá se vai o casamento com Amália.
De modo que todo o enredo da peça consiste em tornar verdade as mentiras que Duarte inventa, uma atrás da outra.
Falar Verdade a Mentir é, de facto, uma imitação de Le Menteur Véridique, de Scribe.